sexta-feira, 13 de abril de 2012

* Salvem os Bebezinhos Anencéfalos...*

O Supremo Tribunal Federal votou, neste dia 12 de abril de 2012, a favor do aborto de Bebês anencéfalos...
dizem que a mulher tem o direito de decidir sobre a interrupção da gravidez neste caso...a mulher tem direito sim, de decidir se engravida ou não, mas agora de decidir sobre a vida de outra pessoa, de outro ser humano, isto ela não tem.
Ninguém tem o direito de decidir sobre a vida de outra pessoa...se continuarem assim, em um futuro bem próximo estarão votando para a interrupção da gravidez de bebês portadores de deficiência, os da síndrome de Draw e por ai vai...
Olhem para estas fotos, tentem perceber a alegria nos olhos dos pais por seus filhos.
Eles não negaram, a estes Bebês o direito a Vida!
Estes pais são felizes e estas crianças também!
Só quem tem amor no coração pode perceber isso...


...se o coração do Bebê anencéfalo pulsa, deixai-o pulsar...a morte tem que vir naturalmente e não por intervenção humana! Problema é a falta de amor e não um Bebê anencéfalo...
‎...o STF deveria sim, votar em leis que beneficiariam os pais de bebês portadores de alguma deficiência, para garantir-lhes mais saúde, dignidade, respeito, segurança...as leis que temos são fracas!

* Nota Oficial da CNBB *



"Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso", 
afirma Nota da CNBB

QUI, 12 DE ABRIL DE 2012
POR: CNBB

A Conferência Nacional dos bispos do Brasil, logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, emitiu nota oficial lamentando a decisão. No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".

Leia a integra da Nota:

Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”

Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.

Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.

Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!

A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção

Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.

A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).



Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB



Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB